Brasil está ficando no centro de um mundo em portunhol

Interesante la iniciativa de la brasileña Revista Select (@revistaselect), que dedicó todo un número al Portunhol.

Interesante me pareció este artículo, en el que se afirma que Brasil está, cada vez más,  en medio de un mundo en portuñol, por los intercambios comerciales y las nuevas olas migratorias venidas de América Latina. Sin olvidar a España, que, “si la crisis continúa así” puede que vuelva a emigrar en masa.

*Ojo! No es cierto que la demanda de profesores de español en Brasil suponga una atractiva fuente de trabajo para extranjeros. El boom existe en cierto modo, pero para ser maestro de escuela hay que ser brasileño y pasar por unas oposiciones. Hay sí, un interés en aprender nuestra lengua que resulta favorable a la hora de dar clases en academias de idiomas o de profesor particular. Pero no son opciones fáciles ni muy lucrativas.

Además, hago hincapié una vez más en que no es fácil emigrar a Brasil, hay que tener trabajo de antemano, ya que transformar un visado de turista en uno de trabajo es tedioso y muy complicado, además de durar más de 5 o 6 meses (de turista puedes sólo estar 3, prorrogable si les da la real gana). 

Brasildependência

AL demanda nova abordagem teórica e conceitual

Texto: Jorge Caldeira

O desenho do conjunto é claro: o Brasil está ficando no centro de um mundo em portunhol

Feira_bolivian

Feira do Canindé, em São Paulo. Foto: Adriano Vanni

A espécie de portunhol que já está construída na América do Sul me espanta por um motivo: tem muito pouco a ver com as imagens da cultura. Neste caso, a integração material foi imensa nos últimos 20 anos, enquanto as ideias brasileiras sobre o assunto continuam nos anos 60. Por aqui ainda tem muita gente pensando nos termos de Veias Abertas na América Latina, do uruguaio Eduardo Galeano, como se a região tivesse povos comuns, mas dispersos e divididos pela exploração imperialista.

Acontece que a realidade criada no continente é aquela das estradas abertas na América Latina, pelas quais corre um novo portunhol de capitais e pessoas. Os capitais fluem principalmente do Brasil. As empresas brasileiras são as maiores investidoras na Argentina, Uruguai, Bolívia, Paraguai, Venezuela – e têm participação forte no Peru, Equador e nas antigas Guianas, além de interesses crescentes na Colômbia. Claro, o contrário existe: capitais chilenos dominam a aviação brasileira e os mexicanos têm fatia relevante da telefonia.

Já as pessoas fluem na direção inversa. Todo domingo, no Canindé, em São Paulo, dezenas de milhares de bolivianos fazem a festa da colônia. Argentinos e uruguaios vindos nos tempos das ditaduras ainda estão por aqui. Uma empresa de ônibus peruana acaba de inaugurar uma linha São Paulo-Lima, atendendo a um novo polo de imigração.

O desenho do conjunto é claro: o Brasil está ficando no centro de um mundo em portunholque pode incluir a Espanha, caso a crise ali continue do modo como está. E, se for assim, isso vai acontecer depois que o universo da língua portuguesa (além do torrão europeu, partes da África e Ásia incluídas) começou a gravitar em torno de uma ortografia unificada que tem muito mais de brasileira do que da original da terrinha.

A produção brasileira é muito forte para integrar novidades de fora e fraca para se perceber como fabricante de novidades para fora

As pessoas das elites de todos os países ao redor com as quais tive oportunidade de conversar gostam dessa unificação – mas se preocupam com aquilo que chamam de “Brasildependência”. E se preocupam especialmente porque é como se o Brasil ignorasse o poder que exerce e as modificações que impõe com a integração. Tocam num ponto cego de nossa cultura. A produção brasileira é muito forte para integrar novidades de fora e fraca para se perceber como fabricante de novidades para fora.

Já estamos esbarrando com força em nossos vizinhos. Para muitos deles, somos um modelo de sucesso – por causa de democracia e capacidade empresarial, não de música nem de cinema. Precisamos colocar na cultura essa nova espécie de portunhol, o lado da globalização onde o Brasil avança na realidade, mas patina na imaginação.

Jorge Caldera é escritor e editor, autor de História do Brasil com Empreendedores (2009), e Mauá, Empresário do Império (Cia. das Letras, 1995).


Este es otro de los artículos sobre el fenómeno.

Portunhol sem fronteiras

No Brasil, se habla muito mais portunhol do que se avista o mar. Isso, a julgar pela extensão de 16.886 quilômetros de fronteiras com nove países da América Latina, ante apenas 7,3 mil quilômetros de costa. O portunhol, esse idioma transnacional, sem dicionário, academia ou regras ortográficas, se desdobra em tantos portunhóis quanto há turistas e clandestinos cruzando as divisas. O fenômeno é típico das traduções apressadas e literais, similar a outras contaminações linguísticas, como o guaranhol, o spanglish ou o chinglish.

Mas com todo poder criativo dos outros, não há páreo para o potencial artístico, literário e cômico do portuñol. “Existe el portuñol de la frontera y el portuñol del viaje”, explica a artista argentina Ivana Vollaro, autora de documentário e série de trabalhos sobre o tema. “Los habitantes que limitan con Brasil como país vecino tendrán su portuñol regional, que seguramente no será el mismo del que vive en Buenos Aires y viaja a Rio de Janeiro. Los intentos ocasionales de relacionarse en una ciudad turística varían indudablemente en una frontera.”

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